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ALLMICROALGAE alia-se ao INEGI para aumentar volume e qualidade da produção de microalgas

11 março 2021

A última década registou um interesse renovado e um grande aumento na produção mundial de algas. O reconhecimento do seu valor nutricional, aliado à procura por ingredientes de origem natural e produção sustentável, tornou este recurso num produto valioso, cada vez mais utilizado em várias indústrias, como a alimentar, cosmética e farmacêutica.

Observando um mercado em pleno crescimento, a Allmicroalgae, empresa especializada na produção e comercialização de microalgas, desafiou o INEGI a colaborar na otimização do processo de produção na sua fábrica sediada em Leiria. A colaboração teve como objetivo aumentar a visibilidade da cadeia de produção, contribuindo assim para o aumento significativo da capacidade produtiva e melhoria da qualidade dos ingredientes à base de algas.

Como explica Tiago Morais, responsável pelo projeto no INEGI, a equipa levou a cabo a "análise e diagnóstico do downstream, isto é, das estapas do processamento da biomassa. Começando com a colheita da matéria prima, a cultura de microalgas proveniente de biorreatores, e terminando na obtenção do produto final: a pasta e pó de microalgas”.

Por via dos seus conhecimentos em análise numérica, modelação e otimização, a equipa de especialistas do INEGI estudou a "monitorização do processamento de biomassa, e identificou parâmetros chave, a melhorarias e deteção antecipada de condições que exigem intervenção no processo”. O trabalho do Instituto resultou ainda na criação de ferramentas de suporte à tomada de decisão. 

O portfolio da Allmicroalgae inclui várias espécies, com benefícios comprovados para uso na alimentação humana (food), alimentação animal (feed), agro e cosmética. Cada um destes fins tem diferentes exigências durante a produção, pelo que um maior grau de controlo sobre os processos não só resulta aumento da produção, mas também num maior valor unitário.

A produção de algas e microalgas em Portugal segue a tendência mundial crescente, com a vantagem adicional da vasta costa atlântica ao dispor da indústria. Além dos benefícios da sua utilização, a produção de algas resulta na absorção de dióxido de carbono, tornando este tipo de produção duplamente atrativa. Reconhecendo esta tendência, também o INEGI tem vindo a apostar no desenvolvimento de soluções tecnológicas centradas na engenharia oceânica, com vários projetos a despertarem o interesse da indústria.

Foto @ Allmicroalgae