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Drones dotados com sensores tornam inspeção de infraestruturas mais fiável e rápida no INEGI

07 abril 2021

Infraestruturas de transporte rodoviário e ferroviário, instalações portuárias e aeroportuárias, e equipamentos de produção de energia, são alguns exemplos de edificações de grande porte cuja dimensão e localização dificultavam sua inspeção.

Para melhorar este contexto, o INEGI integrou, no seu portfólio de tecnologias de monitorização estrutural, equipamentos de voo não tripulado. Estes equipamentos, conhecidos por drones (UAVs ou em inglês, unmanned aerial vehicles), potenciam a inspeção de grandes infraestruturas, dificilmente acessíveis por outros meios.

É este o caso do aeroporto da Madeira, nomeadamente do quebra-mar da berma de proteção à infraestrutura. A monitorização de deformações desta construção foi confiada ao INEGI, que tem vindo a empregar drones para obter informação fiável acerca da sua condição, encontrando-se já a realizar análises da alteração de geometria ao longo do tempo.

Os equipamentos de produção de energia eólica apresentam um desafio similar, pelo que a equipa do Instituto serviu-se de drones também neste contexto. Uma das aplicações envolve, por exemplo, desenvolver algoritmos que permitem a aplicação de técnicas de visão por radiação infravermelha na banda MWIR para inspeção de turbinas.

Mais recentemente, no âmbito do projeto MAREWIND, o Instituto prepara-se para implementar técnicas monitorização sem contacto suportadas por drones, para identificar defeitos em toda a estrutura do aerogerador.

Sistemas de sensores monitorizam estruturas automaticamente e à distância

Aliados a tecnologias de aquisição e processamento de imagem, como tecnologias de termografia e a correlação digital de imagem em 3D, os drones "auxiliam a realização de medições rápidas de grandes áreas, a monitorização de estruturas ao longo do tempo e o levantamento topográfico sem dano à estrutura”, explica Pedro Moreira, diretor da área de monitorização avançada e integridade estrutural no INEGI. "O custo reduzido comparado a outros sistemas de aquisição de imagem, também é uma vantagem”.

O recurso a diversos sistemas sensores exige a adaptação às unidades UAV, e a equipa de especialistas está a trabalhar na "fusão de informação de sistemas de visão com diferentes comprimentos de onda, sistemas de inspeção de dano em objetos em rotação, e análise do comportamento de estruturas, e até microfones de elevado desempenho”, acrescenta Pedro Moreira.

O resultado são sistemas sensores adaptados a cada problema, e cuja rapidez e eficiência de operação constituem vantagens significativas em inúmeras áreas de aplicação.