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Nova técnica criada no INEGI determina propriedades de juntas adesivas em menos tempo e com menos recursos

07 janeiro 2021

Uma equipa de investigadores do INEGI desenvolveu um novo método capaz de prever, com menos recursos computacionais, mas maior precisão, o comportamento de juntas adesivas

A propagação de fissuras, plasticidade, e híper-elasticidade são algumas das propriedades calculadas através deste método, que em comparação com as técnicas tradicionais exige menos tempo e menos poder computacional.  

Antes de seguirem para produção industrial e cumprirem a sua função de unir componentes em equipamentos elétricos, automóveis, ou inúmeros outros produtos, os adesivos nascem a partir de modelos computacionais, baseados na análise numérica dos seus componentes. Estes modelos simulam as condições reais de utilização do adesivo, e determinam se as suas propriedades mecânicas estão à altura do que lhe é exigido. 

Para simplificar este processo, que tipicamente é adaptado caso a caso e exige horas de programação, os investigadores do INEGI desenvolveram o "Natural Neighbour Radial Point Interpolation Method” (NNRPIM). 

Trata-se de um método sem malha que, como explica Raul Campilho, responsável pelo projeto no INEGI, "utiliza o conceito geométrico da interpolação baseada no vizinho mais próximo, em que o valor estimado é sempre igual à sua amostra mais próxima”. 

Caracterizar grandes estruturas ou estruturas deformadas torna-se assim mais simples, já que são necessários menos pontos de medição. Este método é ainda vantajoso para caracterizar juntas adesivas unidas com adesivos altamente dúcteis e resistentes.

"Todo o trabalho numérico que realizamos foi verificado através de testes experimentais, garantindo, portanto, a precisão das previsões numéricas”, acrescenta o especialista.

Este é apenas um de vários projetos em curso no INEGI dedicados à tecnologia de ligação por adesivos estruturais. Estes adesivos têm hoje inúmeras aplicações práticas, desde as indústrias de ponta como a automóvel e aeronáutica, às indústrias mais tradicionais como a eletrónica e do mobiliário. E como salienta Lucas Silva, responsável pela área de processos avançados de ligação no INEGI, "recorrendo a configurações inovadoras, testes experimentais, e desenvolvimento de protótipos, continuamos a criar novas soluções para ir de encontro aos desafios das empresas”.

O projeto "Analyses of adhesively-bonded joints using meshless methods" é co-financiado pela FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia.