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Monitorização de Grandes Estruturas: como a tecnologia contribui para a longevidade das infraestruturas

13 outubro 2021

Artigo de Nuno Felício, responsável pelo desenvolvimento de negócio na área de monitorização avançada e integridade estrutural.


Frequentemente apenas nos apercebemos do quão vitais para o normal funcionamento da sociedade são as infraestruturas como edifícios, pontes ou túneis quando estas sofrem algum tipo de rutura. Este tipo de imprevistos, contudo, é cada vez mais raro por mérito de vários avanços tecnológicos recentes.

A capacidade de monitorização de estruturas, em particular de grandes estruturas, é um dos avanços mais importantes neste domínio, e tem um papel preponderante na garantia da segurança de pessoas e bens, para a longevidade das infraestruturas, e para a sua eficiente operação e gestão. É, por isso, uma das áreas tecnológicas de especialização do INEGI.

As infraestruturas civis, ao longo da sua vida útil, sofrem um processo de degradação expectável. Este processo, porém, pode ser acelerado devido a múltiplos fatores, como fenómenos naturais, carga excessiva, ou mesmo devido a defeitos de projeto ou de construção.

Razão pela qual importa conhecer a sua condição, e assim poder realizar intervenções atempadas e eficazes, minimizando o risco de falhas imprevistas e potencialmente gravosas dos pontos de vista financeiro e operacional.

"Falamos de pontes, túneis, taludes, muros de suporte rodoviário ou estruturas de caminho-de-ferro”

A monitorização de estruturas permite obter informação detalhada relativa ao comportamento das estruturas, podendo assumir especial importância em diversos cenários, como:

  • instrumentação de curto/médio prazo para efeitos de análise estrutural, diagnóstico ou investigação a indícios ou eventos de falha;
  • desenvolvimento e instalação de sistemas de monitorização de longo prazo que permitam a deteção precoce de anomalias estruturais;
  • monitorização de parâmetros estruturais de segurança em obras em construção;
  • integração de ferramentas digitais de auxílio à gestão das infraestruturas, que por sua vez abrem novas possibilidades para as entidades comercializadoras (valor acrescentado) e para as entidades gestoras (maior eficiência de gestão).

Pontes, túneis, taludes, muros de suporte rodoviário ou estruturas de caminho-de-ferro, entre outras estruturas de grande porte, são exemplo do tipo de estruturas civis que tipicamente exigem ou beneficiam de monitorização estrutural.

O INEGI tem, nos últimos anos, realizado um extenso trabalho neste campo de monitorização de estruturas, nomeadamente as de grande porte.

Neste âmbito destaca-se o projeto MEGE, implementado no aeroporto da Madeira. A pedido da ANA – Aeroportos de Portugal, o INEGI desenvolveu dois sistemas para monitorização das estruturas do aeroporto: a monitorização de deformações das vigas de suporte da pista de aterragem, com recurso a técnicas de correlação de imagem, e a monitorização do estado do quebra-mar de berma de proteção à infraestrutura, frequentemente sujeito a erosão, com recurso a drones e técnicas de fotogrametria.

Também o projeto Safe Cities representa a nossa atuação neste domínio. Em parceria com a Bosch Security Systems, estamos a criar um sistema de monitorização estrutural para a análise de campos de deslocamento em infraestruturas urbanas.

Em linha com a necessidade de prevenir e antecipar falhas, destaca-se ainda o projeto realizado para a APDL - Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, que contemplou a instrumentação e análise estrutural da Ponte de Leixões de modo a identificar as prováveis causas do desgaste antecipado de alguns componentes da estrutura.

Em todos estes projetos, os sistemas e soluções de monitorização são decisivos para apurar a integridade estrutural das edificações, e apoiar a decisões rápidas acerca da manutenção, reparações necessárias, ou outras intervenções.

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